Tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais - Parte 01




           Cabe ao Sistema Nervoso (SN) coordenar e controlar a maior parte das funções de nosso corpo, para fazer isso, ele recebe milhares de informações dos diferentes órgãos sensoriais e integra todas elas, para depois determinar a resposta a ser executada pelo corpo.

Essa resposta se dá pelo comportamento motor, atividade mental, fala, sono, regulação do equilíbrio interno do corpo, etc. A cada momento somos invadidos por milhares de informações, nós utilizamos e armazenamos aquelas que, de certa forma são significativas para nós e descartamos as irrelevantes. Aprendemos o que vivenciamos e as relações, correlações, exercícios, observações, auto-avaliação e aperfeiçoamento fará diferença na qualidade e quantidade de coisas que poderemos aprender ao longo da nossa vida.
O aprendizado tem início muito cedo.  Na primeira fase do desenvolvimento infantil a criança especializa e aumenta sua capacidade de relações e expressões que exerce sobre o meio.  As sensações vivenciadas recebem significado afetivo e intelectual, são armazenadas, utilizadas, reutilizadas em novas relações e assim vão formando um banco de informações que se transformará em processos cada vez mais complexos e abstratos.
À medida que evolui, a criança adquire controle de sua postura e especializa seus movimentos, assim as bases de seu aprendizado, seu corpo vai sendo marcado por ilimitadas sensações.
A criança com deficiência física não pode viver em um ambiente à parte para trabalhar suas habilidades motoras. É necessário que ela tenha acesso aos benefícios da reabilitação sem ser privada da interação com o ambiente ao qual ela pertence. É muito mais fácil desenvolver a habilidade de andar se a criança tiver garantido o seu direito de ir e vir. A escola é o espaço de interação, é aí nesse ambiente que ela será motivada a se comunicar, a locomover, e dar vazão a outras habilidades.
A aprendizagem fica mais significativa quando a criança está inserida em um ambiente partilhado que possibilita o convívio e a aceitação. A inclusão na comunidade escolar é a ocasião para que realmente a criança deficiente não seja colocada à parte.
A escola provoca e estimula a aprendizagem. Privar a criança ou o jovem desse ambiente é limitar seu desenvolvimento. O ser humano é ilimitado, apesar dos aspectos genéticos ou neurológicos, o meio tem forte influência nesses fatores, portanto, quanto mais o ambiente propor situações desafiadoras ao indivíduo, mais ele vai responder às provocações e desenvolver capacidades perdidas ou que nunca chegou a desenvolver.
... continua parte 02

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