Para que o estudante com deficiência
física tenha acesso ao conhecimento e possa interagir no ambiente escolar é
indispensável que lhe seja oportunizado condições adequadas de segurança,
locomoção, conforto e comunicação. A Educação Especial em consonância com
educação regular é que deverá garantir os meios e técnicas adequados ao
desempenho das atividades escolares dos alunos com deficiência, para que estes
tenham suporte especializado capaz de garantir e melhorar a sua participação e
aprendizagem.
Cabe ao professor do atendimento
especializado definir a sistemática adequada para atender as demandas
pedagógicas do aluno, favorecendo a aprendizagem, facilitando a participação
socioeducacional no ambiente escolar e promovendo a acessibilidade, não só
arquitetônica.
As atividades escolares são planejadas
pelo professor da classe como um todo e os professores do atendimento especializado
identificarão as barreiras de participação, ajudarão na aquisição, seleção e
confecção dos recursos que permitirão aos alunos com deficiência a plena
participação nas aulas.
A avaliação educacional é mais que uma
forma de quantificar, é um processo formativo que deve considerar as variadas
situações de aprendizagem no seu dia-a-dia. Ela deve ser capaz de inferir sobre
o processo de aquisição do conhecimento, deve se basear numa pedagogia
inclusiva que substitua a ideia de “homogeneidade ideal” pela de
“heterogeneidade real”, além de privilegiar os conhecimentos que estão sendo
construídos e utilizar os erros como critérios para a identificação e
construção de recursos, pois estes além de dar pistas sobre o processo da
aprendizagem admite valorizar as tentativas de acertos dos estudantes,
deixando-os a vontade para expor suas ideias sem a preocupação inibidora com o
acerto e o erro durante as atividades.
A avaliação ideal é a que acompanha o
percurso de cada um na aquisição de competências, habilidades e conhecimentos.
Vários são os instrumentos que podem ser utilizados: os registros diários do
professor, arquivos de atividades dos alunos, o próprio diário de classe, onde
são registradas as conquistas diárias do estudante.
Considerando as limitações específicas,
mas tendo em mente a cognição normal, os movimentos de cabeça e supondo a
preservação da fala, a avaliação do estudante tetraplégico pode ser feita,
quase que exclusivamente através de exercícios orais, o que requer o suporte de
tecnologias acionadas por comandos de voz, assim a avaliação oral poderá ser
gravada ou registrada por um escrevente.
A autoavaliação oral também pode ser um
instrumento que permite a reflexão sobre as práticas realizadas na escola. Trabalhos
em grupo, colaborativos, que garantam a participação do aluno com deficiência
física, permitem a interação, troca de experiências e a compreensão da
realidade dos colegas, isso possibilita a integração entre os diferentes e
estimula a inclusão.
Além da participação oral que deverá ser
incentivada, as pesquisas na internet, a participação em chats, fórum, que se
tornam possíveis graças ao software motrix também são recurso disponíveis para
se trabalhar com o aluno deficiente físico. A ênfase deve ser
colocada no desenvolvimento de habilidades e aquisição do conhecimento e no
estimulo à expressão das ideias e exposição das dúvidas para o professor e os
colegas.
Estimular a colaboração e as atividades
em grupo contribui para desenvolver o espírito de equipe o que colabora para a
criação de um clima de integração, partilha e respeito às diferenças.
A avaliação, exercícios, atividades em grupo são suportes para ajudar
o aluno a aprender e dão ao professor condições de acompanhar o desenvolvimento
do processo de aprendizagem de seus alunos, por isso o professor deve sempre
contextualizar e tornar essas atividades significativas para os alunos em geral
e para aqueles com deficiência física em particular.
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